Participação cívica dos jovens Será que os jovens hoje em dia se interessam o suficiente pelo estado político e social do nosso país? Será que o número de campanhas que promovem a participação cívica dos jovens é suficiente? Será que há consciência de que esta geração, e as seguintes, serão as gerações que tomarão conta do mundo? Hoje em dia, os jovens cada vez se interessam menos pelos deveres cívicos que virão a desempenhar num futuro próximo. A verdade é que os jovens aos dezoito anos passam a exercer o papel de cidadão, que segundo Aristóteles, é aquele que possui o direito de administrar a justiça e exercer as funções públicas e participar da função judicial ou da deliberativa, ou seja, exercer a politica. É nesta idade que o cidadão passa a ser confrontado com os novos deveres e direitos que este passará a exercer na sociedade e que irão exigir grande responsabilidade. No entanto, se olharmos para a geração mais jovem, esta exclui dos seus interesses os problemas que afectam o país, deixando essa responsabilidade para outros. Mas, não podemos culpar só os jovens por esta situação, pois a sua reacção a este facto faz parte da educação que tiveram e da sociedade em que vivem. A verdade é que também, não se incentiva os jovens a darem voz às suas opiniões, fazendo-os pensar que a mesma não será ouvida, o que muitas vezes é verdade. Deste modo, é necessário promover actividades que incentivem os jovens a serem mais pró-activos e escutados. Outro problema que se atravessa no nosso caminho, para a construção de uma sociedade mais participativa e preocupada, é que muitas vezes os jovens têm acesso aos problemas do país mas não têm possibilidade de contactar com eles, por exemplo: as situações que tantas famílias passam, como a pobreza, ou os inúmeros sem-abrigo e desempregados que existem. Assim, é também necessário, incutir aos futuros cidadãos um conhecimento prático mais alargado das situações alarmantes do nosso país, para que estes no futuro lutem pelo que é realmente necessário modificar. Como a educação do cidadão, actualmente, passa cada vez mais pela escola, propomos que se promovam debates e acções humanitárias nas escolas para: ·Ajudar o desenvolvimento da discussão de ideias de que os jovens irão necessitar um dia; ·Para que estes exponham o que pensam acerca dos problemas que afectam o nosso mundo; ·Para que estes tenham um contacto mais alargado com as pessoas que necessitam de ajuda; ·Para se incutir mais valores e estimular a sua participação. Também, propomos que se promovam actividades em que se pretende dar a conhecer melhor os mecanismos e o funcionamento da política e da vida em sociedade, de modo a que os jovens não fiquem na ignorância. Por exemplo, antes de votar é preciso saber votar, assim, é necessário instruir os jovens quanto ao sistema político, social e multicultural de Portugal, para que quando chegue a altura estes saibam o que devem e estão a fazer. Em conclusão, é necessário mudar a perspectiva dos jovens. São eles que um dia mais tarde vão representar Portugal. Está na nossa mão incentiva-los a fazer de Portugal um país melhor e mais estável, e não um país pior e mais instável. Pois, ser cidadão é algo que não se aprende sem se praticar, é através da prática que a cidadania nasce.